sábado, 6 de setembro de 2008

7º Dia de Viagem (09/01/2005)

Planejado
Rio Claro (RJ) – Bananal (SP)
Hospedagem: camping
Distância: 54km


Ocorrido
Rio Claro (RJ) - Bananal
Hospedagem: Pousada do Moreira R$11,00 / pessoa com café da manhã.
Distância no dia – 46,4km
Distância acumulada – 353,59km
Média do dia: 16,6km/h
Máxima do dia: 60,1km/h
Tempo de pedal: 2:47h

Acordamos cedo no dia 09/01, lá pelas 6:30h. Fomos até uma padaria tomar café da manhã. No caminho parei num caixa automático para sacar um dinheiro e me deparei com uma feliz notícia: pela quantidade de dinheiro que havia na minha conta, a Ju havia conseguido vender meu carro, que há pouco tempo fora anunciado. Seguimos, então, até a Padaria Central pelas ruas tranqüilas e naquele dia, ensolaradas de Rio Claro. Seu proprietário, o Sr. Manoel, se interessou muito por nossa viagem. Disse que acompanhara certa vez um grupo de romeiros que foram dali até Aparecida do Norte de bicicleta. Ele, de pick-up.
Saímos da padoca e de Rio Claro às 9, já enfrentando fortes subidas. Sentimos que a serra, apesar de ter sido derrotada por nós, tinha deixado seqüelas: o cansaço acumulado do dia anterior. Era incrível: bastava um pequeno desnível para termos que jogar a corrente da bike para marchas bastante reduzidas, como 1:3, 1:2 e até 1:1. Mesmo assim pedalamos pela manhã 46km bem contados. Chegamos em Bananal antes do meio-dia. Tentei uma hospedagem na igreja mas fui surpreendido com uma notícia, no mínimo inusitada: o padre estava viajando de férias e era ele que tinha o poder para autorizar, ou não, nossa permanência em solo sagrado. O Sobral que dizia não gostar “dessas coisas de igreja”, talvez sem entender que nada queríamos com a religião, mas sim com um simples descanso gratuito, foi simultaneamente a mim procurar uma pousada. Achou a do Moreira. Um quartinho apertado para os três e sem banheiro, também. Ao menos fomos muito bem tratados e tinha café da manhã. Nos acomodamos e ficamos tranqüilos naquela pequena cidade.
Almoçamos muito bem num restaurante agradável e que servia uma picanha na pedra deliciosa. Enquanto almoçávamos assistíamos ao jogo do Real Madrid estreando o técnico brasileiro. Ficamos de bobeira o resto da tarde. Sentamos em um banco na praça e ficamos conversando. Eu e o Sobral, pois o Edu foi tirar um cochilo. Conversamos muito sobre o que estávamos fazendo e quais os resultados bons, as boas vibrações que essa viagem nos trazia. Conversamos sobre estarmos sempre com os amigos e as pessoas de quem gostamos e como isso nos faz bem. Pensei muito na Ju aquele dia e acredito que ela queria me dizer qualquer coisa: duas ou três borboletas me seguiram pela estrada e enquanto conversava com o Sobral duas flores lindas e vermelhas caíram da copa de uma frondosa árvore sobre minha cabeça. Inevitável pensar nela, minha Botânica amada e preferida.
Nos recolhemos cedo, ainda com a praça cheia de gente que saía da missa de domingo. Detalhe: quem rezava a missa era o padre que estava de férias. Vinha a Bananal apenas para isso e depois voltava ao seu retiro. Coisas do interior.

Nenhum comentário: