Planejado
Paraty – São Paulo (ônibus)
Hospedagem: minha casa
Ocorrido
Paraty - Ubatuba
Hospedagem: Albergue da Juventude R$ 25,00 / pessoa com café da manhã. Distância no dia – 85,54km
Distância acumulada – 661,32km
Média do dia: 19,4km/h
Máxima do dia: 65,5km/h
Tempo de pedal: 4:24h
Iniciávamos o 12º dia de viagem como um extra. Isso recaía mais acentuadamente para mim. O planejado era que chegaríamos em Paraty no sábado, dia 15. Como tinha compromisso no dia 16, precisaria chegar e pegar um ônibus com destino a São Paulo. Adiantamos dois dias, o suficiente para que voltássemos todos juntos até Ilhabela.
Comemos bem no café da manhã, que era servido em outra casa, próxima à qual nos hospedamos, que funcionava como outra unidade do AJ em Paraty. Arrumei minhas coisas e enquanto o Sobral trocava as sapatas dos freios de sua bike fui até centro histórico para sacar um dinheiro no caixa automático. Vi Paraty iluminada pelo sol e voltei a me impressionar pela arquitetura daquele lugar. Até acertarmos tudo, calibrar os pneus, batom, esmalte, escova nos cabelos, etc., eram 10h. Hora que saímos.
Novamente a estrada voltava a ser plana e a pedalada rendia impressionantemente. Conseguíamos manter uma velocidade de 26, 30km/h. Muito diferente das serras onde não tínhamos nem dois dígitos no marcador. Atingimos com facilidade a temida divisa de Estados. Dali até Ubatuba pegamos muito vento contra, incessantemente. Os 26km/h já não eram fáceis de serem mantidos, mas pedalamos forte. Depois de insistirmos que o Sobral se mantivesse bem próximo a mim e ao Edu para aproveitar o “vácuo” ele deve ter se cansado e disse que faria o ritmo dele e que fôssemos na frente. Tomamos uma distância grande dele, cerca de uns 5 minutos. Num determinado trecho, ao desviar de um sonorizador da estrada quase tomei um belo tombo. A roda dianteira escorregou na sarjeta inclinada da estrada e não consegui soltar o pé do firma-pé do pedal. Felizmente foi só o susto, mas a partir daí comecei a ficar para trás em relação ao Edu. Confesso que fiquei meio puto com isso. E se tivesse caído? Teria que me virar sozinho. Qual era o motivo de viajarmos juntos se não mantínhamos contato? Percebi, então, que eu estava fazendo a mesma coisa com o Sobral. Entendi que essa minha raiva talvez estivesse relacionada mais a uma competitividade do que à necessidade de socorro ou auxílio. Resolvi desencanar e entender que cada um tem seu ritmo e que não precisaria competir com ninguém.
Ao sairmos de Paraty e pararmos no travo para Trindade, ainda no Estado do RJ, levantamos a possibilidade de esticarmos direto até Ilhabela. Decidimos que chegaríamos até a entrada para o albergue de Ubatuba e discutiríamos o que fazer naquele ponto. Chegamos lá. Primeiro o Edu, depois eu e depois o Sobral. Estávamos com fome e decidimos, antes de qualquer coisa, entrarmos em Ubatuba para comer algo e deixar para discutirmos a ida ou não para Ilhabela ainda naquele dia de barriga cheia.
Comemos, pensamos e discutimos. Decidimos não ir. Demos uma voltinha pela ciclovia do centro de Ubatuba e com medo de uma aparentemente iminente chuva, seguimos para o AJ Cora Coralina. Foi bem legal rever a Terezinha (que fazia aniversário aquele dia) a Julianinha e sua amiguinha Letícia.
Resolvi ligar para a Ju. A saudade não permitiu que esperasse até dia 16 para falar com ela. Foi bom. Vontade de vê-la e conversar muito, ao vivo, abraçados. Logo estaríamos juntos.
No dia seguinte 92km de pedal e mais 250 de carro. O último dia. Muita coisa passada e muitas lições aprendidas. Certamente seria um grande dia.
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